
Um mercado por vezes não totalmente bem explorado e, em muitas oportunidades, mal valorizado. Assim encontra-se o vídeo de casamento e eventos sociais no Brasil. No entanto, quem pensa que nos Estados Unidos a coisa é diferente, engana-se. É o que diz o cineasta e diretor de fotografia Ray Roman, ressaltando que os mesmos problemas de desvalorização também ocorrem por lá.
Das 9h às 16h30min desta quarta-feira, ele palestrou para uma platéia composta, em sua maioria, por videomakers. O ex-policial, que decidiu abandonar a corporação para se dedicar à produção e edição de vídeos de casamento, falou sobre diversos tópicos que envolvem o trabalho audiovisual. Destacamos alguns a seguir, levando em conta que uma entrevista exclusiva com Roman, em vídeo, será publicada em breve aqui no ER Associados.
- Tudo é uma questão de fundamento básico de filmagem para produzir um bom vídeo. É possível fazer coisas muito bonitas e diferentes, mas isso gera trabalho, muito trabalho. Não passe por cima dos elementos básicos: use tripé ou monopé. Sempre.
- Se você trabalha com dois câmeras, por exemplo, há um que podemos chamar de “sólido”, focado nas cenas que todo mundo precisa, e um “criativo”. Ambos precisam ser igualmente bons. Se o segundo câmera é ruim, você é ruim também.
- Prefiro trabalhar com filmes menores, de 20 minutos, um pouco mais, um pouco menos... Na verdade, não importa se o tempo do vídeo é de 18, 20, 35 ou 40 minutos, mas sim se ele é interessante, empolgante, não monótono. Aproveite e mostre esses vídeos que você produz para seus clientes em potencial, tal qual fazem os fotógrafos com os álbuns. Não mostre demos!
- A importância do áudio é muito maior do que o investimento em uma câmera DSLR. Antes da câmera, invista no áudio. Coloco áudio em tudo. Não há nada pior do que ficar sem entender algo que está no vídeo porque o áudio está ruim.
- Não dirijo meus vídeos, mas noivos, noivas e convidados não são atores profissionais, então há uma espécie de direção sim. Porém, todos sabemos que é impossível dirigir todas as pessosa de um casamento o tempo todo. É mais uma questão de interação para conseguir a cena certa. É preciso, por isso, falar com as pessoas, se comunicar com elas, interagir com elas. Assim, tudo fica o mais natural possível.